A escrita espelhada trata-se de uma escrita invertida (da direita para esquerda), que é muito comum durante o processo de aprendizado da escrita e alfabetização. Assim que a criança começa a escrever as primeiras palavras essa troca irá aparecer algumas vezes, mas caso ela cresça e mantenha esta característica, é preciso se atentar a esta questão. Por isso, vamos explicar um pouco sobre as causas deste tipo de escrita e o que se pode fazer para mudar este quadro.

A primeira possível causa da escrita espelhada é o problema de algumas crianças, principalmente as canhotas, com a lateralidade. De acordo com especialistas, isso ocorre pois há uma preponderância de um hemisfério do cérebro, sendo o hemisfério direito no caso das pessoas canhotas. Sendo assim, é normal que crianças canhotas desenvolvam essa maneira de escrever, já que é algo natural delas, pois estão agindo de acordo com sua forma de ver o mundo e executar as ações.

O outro fator que gera essa característica, é um problema em relação a percepção. Entre os 4 aos 7 anos acontece o processo de desenvolvimento da percepção e das habilidades motoras. Dessa forma, as crianças nesta fase têm maior dificuldade em reconhecer todas as formas das letras ou passá-las para o papel.

Por fim, é preciso destacar que a escrita espelhada está associada à dislexia, mas ela não é um sintoma exclusivo desse transtorno. Assim, pode ser que seja apenas uma dificuldade momentânea, já que a criança está em processo de construção da escrita. Mas de qualquer forma, esteja atenta a outros sinais que possam surgir e estejam relacionados a tal transtorno.
Diante desta situação, existem várias atividades que podem ser feitas para ajudar os pequenos neste processo, e separamos algumas delas para vocês se inspirarem:

-O primeiro passo é identificar quais letras a criança tem mais dificuldade de lembrar ou de passar para o papel.

-Utilize um giz para desenhar uma letra no chão e peça para que a criança caminhe sobre a letra, seguindo a ordem dos traços.

-Passe o dedo nas costas do pequeno formando alguma letra e peça para que ele adivinhe qual é.

-Desenhe letras grandes e ocas para que a criança possa pintar por dentro dos espaços ocos, e entenda melhor sobre as formas corretas.

-Lembre-se de depois, deixar ela tentando escrever as letras sem apoio visual ou de outra pessoa.

Visando sempre o melhor desenvolvimento dos pequenos, nós da Pueri Dei praticamos diversas atividades que são essenciais para tal aprendizado. Incentivando as crianças a treinarem a lateralidade (direita e esquerda), entenderem os conceitos de noção espacial, simetria, e outros aspectos necessários para o aprendizado pleno da escrita.

Todo mundo já mentiu um dia, seja por educação, por opinião, talvez por constrangimento, mas em algum momento na vida já mentiu.

Assim como os adultos, as crianças também mentem, por isso separamos algumas dicas de como lidar com as mentiras do seu filho.

-Quando a criança fala “Não fui eu” sempre pergunte “você viu quem foi?”;
-Estimule sempre a sinceridade;
-Construa confiança;
-Pergunte o que ele estava sentindo no ato da mentira;
-Desenvolva relações saudáveis com a criança;
-Não seja omisso ou autoritário;
-Converse sempre com a criança;
-Mantenha a calma, pois as vezes a criança pode sentir nervosismo e ter dificuldades para assumir o erro;
-Explique as consequências de não falar a verdade;
-Não dê punições;
-Não chame a criança de mentirosa. Apenas corrija o erro e explique o porquê de não fazer isso mais;

Seja você um exemplo para a criança, é importante sempre elogiar a criança quando disser a verdade, agradecer sempre a informação e nunca a punir por isso.

Assim ela irá perceber o benefício de falar sempre a verdade.

Além disso, evite colocar medo na criança, se ela tiver medo terá dificuldade em ser honesta, pois não irá sentir a presença do ambiente seguro para agir de forma diferente.

Muita vezes a criança só quer chamar a atenção dos pais, então seja mais presente na vida do seu filho, elogie quando ele aprender algo novo ou quando fizer coisas simples no seu dia-a-dia.

Por fim, se esse comportamento estiver relacionado aos comportamentos agressivos, busque ajuda de um profissional.

É muito importante que os pais aprendam a lidar com as mentiras dos seus pequenos da melhor forma, para que eles possam crescer e entender o valor da honestidade.

A educação financeira é um aspecto da educação dos filhos que muitas vezes passa despercebida pelos pais.

Apesar de ser essencial para a vida adulta de todos, apenas uma pequena parte das escolas oferece aulas e conhecimento sobre o tema. Sobra, então, para os pais ensinarem o que os filhos precisam saber para não saírem por aí desperdiçando dinheiro.

A grande questão é: como ensinar isso para uma criança?

Muitos pais pensam que a educação financeira é um tópico secundário que só deve ser abordado quando as crianças já têm certa idade. A verdade, no entanto, é que existem maneiras de introduzir esses ensinamentos para os filhos desde cedo.

E é por isso que preparamos uma lista de dicas para que você converse com seu filho sobre educação financeira de maneira eficaz.

Vamos lá?

Seja exemplo

Assim como qualquer outro ensinamento, botar em prática é a melhor maneira de passar credibilidade àquilo que está sendo explicado.

Sendo assim, o primeiro passo é promover um ambiente familiar que se importa com as finanças e preza pela responsabilidade com o dinheiro. Conversar frequentemente sobre as prioridades financeiras da família, por exemplo, é uma ótima maneira de começar.

Fazendo isso, você mostra ao seu filho que a educação financeira não é algo que apenas ele deve se preocupar, mas todos. Dessa maneira, fica mais fácil entender a importância do assunto.

Ensine-o a diferenciar vontade de necessidade

Explique para o seu filho que qualquer pessoa precisa lidar com as pendências financeiras básicas antes de pensar em qualquer vontade ou luxo. Despesas como moradia, energia e alimentação, por exemplo, estão no topo da lista de prioridades, enquanto brinquedos, viagens e guloseimas estão no final.

O conceito de supérfluo deve estar claro na cabeça da criança para que ela entenda que nem sempre suas vontades poderão ser feitas.

Deixe claro que o dinheiro acaba

Seu filho deve entender que o dinheiro da família é um recurso escasso e que não pode ser gasto de maneira exacerbada.

Tendo o conhecimento de que o dinheiro acaba, seu filho terá mais facilidade para entender conceitos como economizar, postergar compras e escolher entre duas coisas.

Deixe que aprendam com os próprios erros

Assim como boa parte das coisas na vida, o ser humano só aprende a cuidar bem do seu dinheiro quando erra. Por isso, é importante não passar a mão na cabeça do seu filho quando ele tomar alguma má decisão financeira e acabar ficando sem dinheiro.

Se ele quis gastar toda a mesada em um dia na sorveteria com os amigos, por exemplo, e ficar sem dinheiro para fazer outras coisas depois, deixe que ele sofra essas consequências.

Afinal, é melhor cometer esses erros com 100 reais agora do que com 10.000 quando for adulto.

Essas são dicas valiosas para que o seu filho consiga entender, desde cedo, a importância de ser prudente com o dinheiro.

Além de auxiliar no desenvolvimento da responsabilidade, isso ai ajuda-lo a se preparar para lidar com o dinheiro para não passar por dificuldades financeiras quando for adulto.